terça-feira, 9 de março de 2010

Veja o novo blog da Valor & Inovação


O blog da Valor & Inovação está de cara nova e endereço novo.

Acesse www.valorinovacao.wordpress.com e confira os novos posts.


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Os maiores eventos mundiais sobre o futuro das Tecnologias e Novas Mídias

por Innovatio

A quantidade de grandes eventos expandiu rapidamente nos últimos 5 anos, e vai continuar crescendo à medida que a Internet evolui e oferece novas oportunidades. Nunca antes havia sido capaz de se conversar diretamente com os grandes players da indústria mundial sobre os problemas que enfrentam ou os projetos que estão trabalhando.

Techconferences

A comprovação da abertura e troca de conhecimentos coletivos no acelerar do mundo digital:


TED 2009 – O que nos aguarda o futuro ?

Onde: Mysore, Índia
Quando: 4 – 7 novembro de 2009

Sobre: Os oradores irão incluir as mais inovadores e promissoras idéias de empresários à artistas, contadores de histórias à cientistas. E cerca de um terço dos oradores virão de fora da Índia

Website: http://conferences.ted.com/TEDIndia

Fórum Mundial de Computação em Nuvem

Onde: Londres
Quando: 22 de outubro de 2009

Sobre: evento perfeito para os profissionais aprenderem e discutirem o futuro do desenvolvimento e integração dos serviços . A conferência irá abordar o estado atual do mercado de cloud computing, o valor de negócio , as estratégias de implantação e técnicas de integração, de segurança e questões de privacidade e vai dar uma olhada no que o futuro reserva aos prestadores de serviços

Website: http://www.cloudwf.com/

LeWeb 2009 – Real-Time Web

Onde: Paris, França
Quando: 9 e 10 de dezembro

Sobre: LeWeb reúne os melhores e mais brilhantes profissionais da indústria web.

Website: http://www.lewebparis.com/

TechCrunch 50 – the global competition conference for start-ups.

Onde: San Francisco, EUA
Quando: 14-15 setembro de 2009

Sobre: A TechCrunch convidou empresas que atualmente estão criando um novo produto para apresentar sua candidatura até 30 de junho e selecionar os que consideram os 50 melhores produtos. Estas empresas ou indivíduos terão a oportunidade de lançar seus produtos na conferência para o público. As empresas permanecerão sem identificação até o dia da conferência .

Website: http://www.techcrunch50.com


FOWD – O futuro do web design

Onde: Nova York, EUA
Quando: 16-17 de novembro de 2009

Sobre: Você vai ouvir grandes oradores, desfrutar de oficinas de profundidade e terá a chance de fazer novos amigos e contatos potencialmente lucrativos com workshops fantásticos. Aqui está um breve resumo do que se pode esperar das oficinas:

* Progressive Enrichment with CSS3
* Bucking Trends and Breaking Conventions
* HTML5 Killed XHTML2
* Accessibility for a Web 2.0 World
* WordPress Theme Development for Web Designers
* Panel discussion with Liz Danzico and Jason Santa Maria * Best Practices in Web Typography

Website: http://events.carsonified.com/fowd/2009/tour


FITC Mobile 2009 – A mobile development conference

Onde: Toronto Convention Centre, Canadá.

Quando: 13-14 setembro de 2009

Sobre: cheio de informações úteis, bem como uma grande oportunidade de networking, FITC Mobile 2009 consiste em apresentações, demonstrações e painéis de discussão. É um dos únicos eventos em todo o mundo cobrindo todos os aspectos de conteúdo móvel, com alguns dos apresentadores mais interessantes e envolventes de todo o mundo.

Search Engine Strategies 2009 – Search Engine Marketing & Optimisation Event


Onde:Chicago, EUA
Quando: 7-11 dezembro de 2009

Sobre: SES Chicago é organizado e programado pelo Conselho Consultivo SES e SearchEngineWatch.com, a principal autoridade sobre Search Engine Marketing (SEM). A única grande conferência de marketing de busca com mais de 60 sessões abrangendo PPC , pesquisa de palavras-chave, Search Engine Optimization (SEO), otimização de vídeo e muito mais.

Website: http://www.searchenginestrategies.com/chicago/

iStrategy 2009 – Online media and strategic management

Onde: Berlin, Alemanha
Quando: 27 – 28 de outubro de 2009

Sobre: O encontro anual de Negócios, Marketing, Desenvolvimento de Negócios, TI e profissionais criativos envolvidos em todos os aspectos da mídia online e cargos de gestão estratégica. Oradores presentes numa variada gama de novas estratégias de mídia para que possa efetivamente alavancar meios de comunicação social, e implementar novas iniciativas criativas utilizando as mais recentes ferramentas de mídia social.

Website: http://www.istrategy2009.com

Mobile Web Africa – Africa Mobile Web and Apps

Onde: Joanesburgo, África do Sul
Quando: 13-14 de outubro de 2009

Sobre: Cobertura de um dos mais importantes avanços tecnológicos do Século 21, formato interativo, excepcionalmente promete trazer para a África um dos principais temas atuais da área tecnológica.

Website: http://www.mobilewebafrica.com/


Social Media World Forum – Shaping the future of social media

Onde: Singapura
Quando: 22 – 23 de setembro de 2009

Sobre :

* Dois dias de conferência sobre redes sociais com acesso a mais de 60 oradores ;
* Conferência da indústria - debatendo todos os temas fundamentais do passado, presente e futuro
* Aprender com a experiência universal – Real, em todo o mundo, com exemplos , estudo de casos das redes, marcas, empresas e provedores de conteúdo e aplicações.

Contato: richard@sixdegs.com

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Desafio Brasil: “investimos em pessoas”, defendem angel investors

Por Diego Remus: http://startupi.com.br/2009/desafio-brasil-investimos-em-pessoas-defendem-angel-investors/

O Mentoring do Desafio Brasil 2009, patrocinado pela Intel e pelo escritório Derraik Advogados, reuniu investidores anjos de quatro estados brasileiros, empreendedores que já participaram do desafio e participantes da competição de startups. A programação aconteceu sexta-feira e sábado, 4 e 5 de setembro, no auditório da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Uns acreditam que o segredo do sucesso está na idéia do produto, outros dizem que está no plano de negócios. Para ajudar a tornar realidade o sonho da empresa própria, existem os angel investors, que gostam de ganhar dinheiro ajudando novos empreendedores a firmarem seus negócios. Nos Estados Unidos, existem milhares deles e centenas de clubes de investimentos de capital de risco. No Brasil, sabe-se de 4 associações de investidores anjos. O que eles fazem? O que eles querem? Confira as palavras de quem tem o dinheiro e o conhecimento para fazer os melhores empreendedores alcançarem sucesso:

  • Ernesto Weber, Gávea Angels:angel investor é uma expressão que nasceu na Broadway. Mas o investidor anjo não dá só o aporte financeiro; o mais importante é o capital humano, o networking e a expertise. A associação é de investidores, não de investimentos. Não há um fundo que invista, mas sim os investidores individuais. Investimos no jockey, não no cavalo. Nossos anjos querem ter uma participação razoável, ao menos de 30%, para ter voz, mas jamais controle, pois a empresa depende do empreendedor. Caso quiséssemos pouca particpação, investiríamos baixo na bolsa para ter liquidez”;
  • Fábio Belotti, São Paulo Anjos: “procuramos projetos de qualidade, mas não apenas para ajudar. Não apenas queremos que vocês passem pelo Desafio, mas que ao final possam apresentar um projeto com qualidade. A gente oferece gestão e dinheiro e o empreendedor precisa avaliar se é isso que ele precisa, que ele quer. Tem que assimilar o conhecimento dos investidores; se não puder, então não é o caminho”;
  • Camilo Telles, Bahia Angels: “o investido também precisa avaliar e escolher o investidor, porque vai precisar contar com ele por uns 8 anos. A área de vendas é extremamente importante, mas geralmente só se fica falando de gestão por aí. Identificamos nas equipes as pessoas que tem um perfil mais propício, e tudo se aprende. Procuramos expertise técnico-operacional e carisma para aglutinar isso. Temos investidores para projetos de IT e engenharia, e procuramos de química e biotecnologia”;
  • Marcelo Cazado, Floripa Angels: “nos EUA é bem comum os anjos ficarem na gestão dos negócios e se associarem a fundos de investimento. Se estiverem inseridos em incubadoras de ponta, a probabilidade de sucesso aumenta muito. Pólos de referência, como o Vale do Silício, nascem em cidades médias ou pequenas. É para lá que as pessoas vão para abrir suas empresas, depois chegam os centros de ensino. Antigamente só se fazia turismo no Vale do Silício. Floripa ainda é conhecida como um grande resort, mas a receita de negócios é quatro vezes maiores do que a de turismo. Há todo um ambiente propício, bastante gente pensando nos negócios”;
  • Ricardo Arantes, Intel Capital: “não acho que existe um perfil padrão de pessoas, para serem empreendedores. Características negativas seriam não aceitar críticas, inércia. O empreendedor precisa ver sinais do mercado, ouvir os outros e ser ágil para ir manobrando. A gente busca inovação em vários formatos: tecnologia, processos, modelos de negócios. Nós apostamos em pessoas. O processo de análise é um processo de conhecimento. Aliado a isso tudo é o management. O management tem que ficar tentando, até encontrar aquilo que vai funcionar, crescer e escalar. Comparando com norte-americano, o brasileiro pensa pequeno”;
  • Rodrigo Menezes, Derraik Advogados: “o investidor quer se proteger de que a pessoa que criou o projeto não venda outra parte adiante. O idealizador do projeto também tem que avaliar se quer ficar tanto tempo preso ao compromisso com o angel. Os dois lados precisam e querem valorizar e proteger seus ativos. Algumas observações básicas: 1) saibam escolher muito bem os sócios que vocês querem ter; 2) ponham tudo no papel desde o início; 3) não briguem; 4) problema trabalhista é um passivo muito grande”.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Modalidades de Financiamento

Publicado por Fernanda Peregrino

Geralmente, as linhas de financiamento e acesso a crédito para desenvolvimento de ideias inovadoras são instrumentos voltados para a área tecnológica. Ou seja, para desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos produtivos, ou melhoria dos já existentes. No caso de empresas de pequeno porte, essas linhas de financiamento são normalmente oferecidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.

BNDES

O BNDES dispõe de quatro linhas de crédito: para financiar bens de capital, capital inovador, inovação tecnológica e o Programa Criatec. A linha de bens de capital fornece recursos para capital de giro e contempla, ainda, o Finame, destinado exclusivamente à aquisição de máquinas e equipamentos nacionais. Já a linha voltada para capital inovador apóia o desenvolvimento de atividades inovadoras, incluindo investimentos em projetos, equipamentos e construções.

A linha associada à inovação tecnológica tem o foco no apoio direto aos projetos de inovação de natureza tecnológica. Essas propostas precisam buscar o desenvolvimento de novos produtos e processos produtivos que envolvam risco tecnológico e oportunidade de mercado. O valor mínimo para esse apoio é de um milhão de reais. Quanto ao Criatec, esse programa injeta capital em empresa de perfil inovador oferecendo-lhe apoio gerencial.

Finep

A Financiadora de Estudos e Projetos dispõe de seis linhas bastante interessantes. A primeira delas é a linha Finep Inova Brasil, que financia empresas de todos os portes, oferecendo taxas de juros bem diferenciadas. A linha Juros Zero concede empréstimos sem juros à empresa de pequeno porte dedicada ao desenvolvimento de projetos inovadores, sejam nos aspectos comerciais, de produtos, processos produtivos ou de serviços. O programa Primeira Empresa ou Prime, que está em operação desde dezembro de 2008, mantêm convênios com 18 incubadoras âncoras para selecionar empresas com até dois anos de existência, interessadas em financiamento.

A subvenção econômica é outra linha que destina recursos públicos não-reembolsáveis para financiar projetos de inovação tecnológica desenvolvidos por empresas de todos os portes. No caso específico dos micro e pequenos negócios, a Finep disponibiliza investimentos apartir de R$ 500 mil em recursos não-reembolsáveis.

A Finep ainda possui o programa de apoio à pesquisa chamado Pappe-subvenção, em parceria com as fundações de amparo à pesquisa dos estados, que financia projetos de desenvolvimento de produtos e processos produtivos, de elaboração de planos de negócio, além de estudos de mercados dirigidos às empresas de base tecnológica de pequeno e médio porte. Por fim, a Finep oferece o Programa Inovar, que tem a inovação tecnológica como elemento central da estratégia de negócios.

Outras opções de financiamento

O Banco do Brasil disponibiliza o Proger Urbano Empresarial, que oferece linhas de crédito para a ampliação, modernização ou a implantação de empresas com faturamento bruto anual de até cinco milhões de reais. O programa financia 80% do valor do projeto, limitado a R$ 400 mil. Já a Caixa Econômica Federal dispõe do Proger Invest Giro Caixa PJ, que financia projetos de investimento em capital de giro das micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 5 milhões, também limitado a R$ 400 mil.

Além dessas linhas de financiamento, você, empreendedor, ainda pode checar os programas de apoio à gestão da inovação das Federações da Indústria e das Fundações de Amparo à Pesquisa estaduais, ou mesmo das Secretarias de Ciência de Tecnologia. Muitas das linhas de financiamento oferecidas por essas entidades têm caráter permanente. Outras lançam editais específicos ao longo do ano. Por isso, é preciso ficar atento e buscar frequentemente as informações disponibilizadas na internet sobre as condições de pagamento e lançamento de novas linhas.

Dicas para fechar bons negócios

Primeiramente, é preciso conhecer os requisitos do banco ou da entidade financiadora porque cada uma delas tem uma exigência específica. Quanto ao plano de negócio, busque ajuda do Sebrae. A consultoria especializada é muito útil para a elaboração de um bom projeto. No caso de financiamento para projetos inovadores, é importante que a proposta seja bem escrita, demonstrando exatamente a necessidade daquele investimento. Quanto aos projetos que envolvem parcerias com outras empresas, é importante descrever o perfil desses parceiros, explicar o motivo da inclusão de outros empreendedores no projeto e detalhar de que modo cada um irá contribuir para o sucesso da empreitada.

Como você pode perceber, há muitas possibilidades de financiamento voltadas tanto para o empresário que busca capital de giro quanto para aquele que precisa adquirir máquinas e investir em projetos efetivamente inovadores. Use essas ferramentas para manter seu empreendimento competitivo e atualizado.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Internet no Brasil movimenta R$ 755,3 milhões e tem 2.275 agências

Por Redação do IDG Now!

Primeiro Censo Digital da Associação Brasileira de Agências Digitais (Abradi) aponta mercado pulverizado e altamente concentrado no Sudeste.

O mercado brasileiro de internet conta com 2.275 agências digitais, que movimentam 755,3 milhões de reais e empregam 20,8 mil funcionários, segundo o primeiro Censo Digital, promovido pela Associação Brasileira de Agências Digitais (Abradi).

O estudo foi realizado por questionário respondido pela internet durante o mês de junho entre agências digitais associadas ao grupo,
formado em março a partir da junção de oito núcleos regionais com o intuito de representar nacionalmente a categoria.

A pesquisa mostra um mercado em processo de maturação, com 56,6% das agências criadas há mais de seis anos, e bastante pulverizado, com 66,3% das empresas consultadas empregando até 20 funcionários. Na média, cada agência emprega 25 funcionários.

Outra prova da pulverização do mercado aparece nos faturamentos das agências brasileiras: 64,4% delas têm receita de até 1,2 milhão de reais por ano, enquanto apenas 10% do mercado fatura anualmente acima dos 5 milhões de reais.

Na distribuição geográfica, o Sudeste leva ampla vantagem sobre outras regiões: 58,1% das agências estão entre São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. O Sul aparece na segunda posição (15,7%), seguido pelo Nordeste (14,4%). Centro-Oeste (7,7%) e Norte (4,1%) fecham a lista.

Entre as principais atividades realizadas pelas agências, a pesquisa coloca o desenvolvimento de websites na ponta, com 11,3% de participação, seguida por programação (10%), criação de campanhas (9,3%), consultoria e divulgações por e-mail (empatadas com 8,5%).


A pesquisa da Abradi indica que o foco das agências digitais no Brasil ainda passa longe do desenvolvimento de games ou de campanhas móveis de publicidade - nas últimas colocações, as atividades atingem 3,4% e 4,6%, respectivamente, do setor.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Lançar um produto inteligente leva tempo

Por Wagner José dos Santos HSM Online

Uma pérola ou um diamante bem lapidado demora anos para serem elaborados. E cada uma destas jóias tem o seu modo próprio de mostrar o seu valor. Na Itália, existia um fabricante que levava cem anos para fabricar uma única flauta. Um violinostradvários exigia anos para ser fabricado.

Os pedidos de uma Ferrari precisam ser solicitados com pelo menos cinco anos de antecedência. E note que este produto já tem sua formatação conhecida. Não é preciso dizer o alto valor de imagem, conteúdo, marca destes produtos e sua relação com o tempo de duração, valor financeiro e satisfação para o cliente.

Tudo aquilo que é nobre e raro tem seu próprio tempo de maturação. Agora imagine você lançar um produto no mercado. Como fica a relação produto e tempo de elaboração?

E mais, se resolvemos lançar o chamado produto inteligente?

Produto inteligente é aquele que tem uma grande interatividade com o cliente, posicionado estrategicamente, oferece serviços responsivos, e que foca soluções impactantes. Internet, avião, cartão eletrônico, homebank etc. são alguns exemplos.

Se você tem certeza que seu novo produto é inteligente e irá produzir um alto resultado de venda, satisfação do cliente e lucratividade, comprometa-se com este produto como se fosse uma perola ou um diamante.

Resumindo; mesmo cientes que estão em um mercado de produtos rápidos vale a pena despender o tempo necessário para o desenvolvimento de um produto inteligente caso tenha a certeza que ele vai impactar o mercado de um modo muito significativo e com alto grau de permanência. Corrige-se e aperfeiçoa-se apenas o ciclo de vida deste produto; com certeza será longo e compensador.

Desse modo, o investimento fica mais garantido. A credibilidade do produto é superior. Encontra-se como a verdadeira diferença.

Veja o caso da indústria farmacêutica em constante pesquisa, investindo bilhões de dólares anuais para descobrir um novo remédio ou aperfeiçoar os já existentes.

Leva-se tempo e muito dinheiro para alcançar bons resultados. Apesar dos seus preços proibitivos para a maior parte da população, nota-se de um modo muito claro os resultados positivos alcançados. As pesquisas e os testes são contínuos e não se teme voltar, redirecionar, repensar o produto antes de seu lançamento.

É um mercado que exige cuidados, pois trabalha diretamente com a vida humana. Vacinas com múltiplas funções são produtos inteligentes. Mas ainda chegará o dia em que a informação indicada em uma bula de remédio ocupe o maior espaço.

Farmácias de manipulação estão no caminho do futuro dos remédios inteligentes, pois produz produtos de acordo com o DNA de cada cliente. A internet é um produto inteligente que exigiu anos de pesquisa e de aperfeiçoamento que ainda continua. Levou tempo. Diferenciar um produto exige sangue, suor, lagrimas e tempo. Se você quer lançar um produto inteligente no mercado, produto que faz a diferença, produto responsável, ético, com soluções rápidas e obter uma resposta positiva, pense de um modo mais inteligente e depois entre neste mercado.

Tudo leva tempo. Talvez você pergunte: "Como vou saber o tempo de formatação necessário para lançar um produto inteligente?" Não há resposta pronta.

Dependerá da sua vivência profissional, da sua competência gerencial, do seu talento, das oportunidades do mercado, das informações e pesquisas realizadas. Podemos concluir que quanto mais tempo se leva para formatar um produto ou serviço com alto grau de benefício, maior será sua multiplicidade de utilização, durabilidade, satisfação, rapidez e facilidade no modo de uso. Quanto menos tempo se leva para formatar e lançar um produto maior são as chances de uma rápida saturação ou fracasso.

Pois você produz produtos vulgares, cansativos e que logo são abandonados pelo mercado. Músicas e canções comerciais são exemplos de consumo vulgar. São lançadas para ganho de dinheiro e não agregam valores significativos aos clientes. Muitos programas de televisão representam o ganho comercial sem maiores pretensões culturais ou informações que ofereçam boas ideias, construtoras de novos e válidos paradigmas.

São produções rápidas, portanto, produtos pouco inteligentes. Fazendo o resumo do resumo; quanto mais tempo se toma na formatação de um produto maior será as respostas para as diversas exigências dos seus clientes: status, maior ciclo de vida, excelente custo/benefício e credibilidade.

Uma Ferrari leva tempo para ser fabricada, mas uma de suas respostas é velocidade com segurança, tecnologia e posicionamento diferenciado. Uma Ferrari é para sempre. É um produto único.Um produto inteligente. Sempre haverá riscos no lançamento de um novo produto.

O risco é inerente ao espírito empreendedor que sabe focar bem as estratégias do produto que proporcionará uma resposta positiva do mercado. É por isto que lançar um produto inteligente é tarefa para profissionais.

domingo, 30 de agosto de 2009

Marketing de inovação

Fonte: JConline

Você sabe qual a diferença entre marketing de inovação e inovação de marketing? É bem simples quando explicado, mas, no dia-a-dia, é um pouco confuso e é bastante importante quando queremos gerenciar o processo de inovar.

Inovação de marketing diz respeito a uma nova forma de comunicar, vender, acessar a um mercado ou qualquer outra forma de colocar ou posicionar um produto no mercado. A Coca-Cola, por exemplo, tem historicamente realizado inovações de marketing.

Na verdade, ela talvez tenha sido uma das criadoras do conceito de marketing, utilizando a cor vermelha com um grafismo branco inconfundível e patenteando o formato da sua garrafa como um ícone que diferencia o seu produto. Mais recentemente, a Coca-Cola lidera os mercados com uma nova forma de posicionar seus produtos nas gôndolas de grandes redes de supermercado ou mesmo em qualquer mercadinho de bairro.

As inovações de marketing são muito mais comuns do que o marketing de inovações e são normalmente tidas como uma das principais funções do departamento de marketing de qualquer empresa, pois fazem parte do seu dia-a-dia.

O marketing de uma inovação, por sua vez, diz respeito a realizar o planejamento e execução do processo de comunicação, vendas e relacionamento com clientes de uma inovação qualquer. E isso pode ser algo bem mais complexo do que uma inovação de marketing, uma vez que exige dos profissionais da área conhecimento e capacidades bem diferentes daquelas a que estão acostumados na maior parte da rotina do seu dia-a-dia.

Como exemplo de um bom marketing de inovação, podemos citar a forma como a Apple lançou o i-Phone. Além do produto ser bastante inovador, eles conseguiram fazer todo um trabalho prévio de gerar expectativa no mercado, o chamado buzz, capaz de provocar a curiosidade de mundo inteiro para o novo produto. Na realidade, nem todo mundo ama o i-Phone no seu uso diário, mas a forma como o marketing foi feito tornou o produto um dos mais vendidos no mundo. Apesar isso, a prática de criar o buzz não é necessariamente inovadora.

Só para complicar, mas esclarecendo o conceito, o marketing de uma inovação pode ser potencializado quando se realiza ao mesmo tempo uma inovação de marketing. Um exemplo clássico disso foi o da Microsoft quando colocou no mercado pela primeira vez os pacotes Office. Na época, já existiam planilhas eletrônicas e editores de texto. A empresa não só inovou em tornar esses softwares mais fáceis de usar como também inovou na forma de colocá-los no mercado em pacotes e em canais de venda de varejo diferentes daqueles que a concorrência fazia e isso os levou à criação de um império da informática.

Mas lembre-se que um pequeno erro no marketing de uma inovação pode levar a uma falha completa nos resultados desejados para a sua inovação. Assim, considere todos esses conceitos na hora de inovar e isso pode fazer toda a diferença nos resultados da sua operação.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Gestão da inovação, o novo desafio do marketing

por: Edson Zogbi

Preços, produtos, promoção e praças de distribuição. Os quatro “pês” tradicionais do marketing andaram evoluindo. Hoje, também temos o “P” de pessoas, o “P” de política e já tem gente falando de mais alguns. Mas, o que há de realmente novo acontecendo no mundo dos marqueteiros é outra coisa. A vedete do momento dentro das empresas é a gestão da inovação.

Aliado ao espírito do tradicional P&D (setor de pesquisa e desenvolvimento), o marketing tem a nobre incumbência de criar estratégias que unam os novos produtos e serviços, criados corporativamente, aos nichos de mercado existentes, nos quais há menos resistência à aceitação da inovação e, conseqüentemente, mais resultados em curto prazo.

Se estes resultados aparecem, justificam rapidamente os investimentos em inovação. Daí a necessidade de identificação do nicho. Cabe, aqui, considerar que nicho é a parcela do mercado que está necessitando do produto ou serviço inovador, independentemente de ter consciência disso. Pode ser que os clientes de um nicho saibam do que precisam, e a necessidade seja clara. Também é possível que tenham a necessidade latente, mas não a percebam. Neste grupo, o produto ou serviço inovador causará uma “surpresa positiva” ao ser apresentado.

Traduzindo em miúdos, o desafio é encontrar a melhor e mais rápida maneira de vender a novidade. Apesar de parecer simples, essa missão exige muito conhecimento explícito e tácito do gestor da inovação. Não é trabalho para recém-chegados ao mercado. O conhecimento explícito é o que aprendemos nas escolas ou nos livros. Ele é, por assim dizer, “teorizável”. Quanto ao conhecimento tácito, aparece no dia-a-dia por meio da experiência do gestor e dificilmente é armazenado ou formatado para ser retransmitido. É a vivência com ele que o dissemina.

Olhar o produto ou serviço, identificar o nicho para ele, adequar um ao outro, descobrir o caminho melhor, equilibrando o tempo e os riscos decorrentes, exigem mais do que estudo e feeling; exigem larga experiência nas diversas expertises envolvidas.

Voltando aos “pês”, é preciso ter em mente que inovação depende de pessoas, porque são elas que dão conta dos processos e preparam o ambiente para que as coisas fluam. Deve-se estimulá-las com motivação criativa e, ao mesmo tempo, delimitar focos para sua atuação. A motivação criativa é gerada pela disseminação do comportamento criativo. Este assunto enquadra-se como conhecimento explícito, e uma boa referência é o livro “Criatividade – Abrindo o lado inovador da mente” (José Predebon - Editora Atlas). Quanto à necessidade de foco, sem uma referência histórica do produto ou serviço, as pessoas tendem a conectá-los a tudo que pareça “ter a ver” com o negócio. Isto gera grandes margens de erros estratégicos.

Imagine que o produto inovador necessite de uma equipe de vendas, mas não existirá na face da terra quem já tenha experiência em vendê-lo, porque é justamente uma inovação. Desta forma, o critério de experiência torna-se relativo na admissão dos vendedores. Automaticamente, tende-se a procurar profissionais que já venderam algo parecido. Isto pode ser esmagador para a estratégia, porque vícios, mal-entendidos e falta de adequação serão uma constante contra o sucesso do produto inovador.

O que fazer, então, neste caso? Deve-se abrir o leque de opções ao invés de o fechar. O melhor a fazer é optar pela contratação de bons vendedores de produtos nada parecidos com a inovação em questão, pois serão mais fáceis de se treinar. Parece um paradoxo, mas não é. Delinear um foco para alguém é mais fácil do que mudar o foco de quem está ligado em outra coisa. Seria como pedir, simultaneamente, para dois atiradores acertarem um pato voando, sendo que o primeiro já estava acostumado a atirar em galinhas e o segundo estava apenas aguardando a ordem de tiro, observando a paisagem. Provavelmente, o primeiro vai matar primeiro o pato, por já estar na posição de tiro, mas o segundo vai procurar entender melhor o vôo dos patos e seu comportamento e vai ser mais eficiente no decorrer do tempo.

A gestão da inovação não pode basear-se em pesquisas, porque elas envolvem o que já está instituído e não o que é inovador. Mesmo no caso de pesquisas qualitativas, as repostas não terão a profundidade necessária, ou sofrerão algum tipo de distorção (típica do nosso povo latino). A melhor ferramenta de marketing será a execução de testes, onde podemos utilizar a tecnologia a nosso favor, por exemplo, com o uso de câmeras, que registram, durante a pesquisa, comportamentos nas reações do consumidor sem interferência. Mas isto está restrito a produtos de consumo, que comportam a experiência com eles. Produtos e serviços business to business sugerem avaliações por meio de pilotos, onde a avaliação é mais complexa.

Após conseguir montar uma equipe para vender os frutos da inovação, entramos na segunda fase: dar conhecimento a ela, primeiro sobre o produto ou serviço, suas características e aplicações, segundo sobre o nicho encontrado no mercado, como ele se comporta, qual sua relação dentro do segmento de atuação e quem são as pessoas certas para conversar. Este é um detalhe importantíssimo, descobrir as pessoas certas para vender. Afinal, elas estarão apostando na inovação, correndo riscos, e não é qualquer profissional que coloca seu emprego ou negócio em risco.

O perfil destes profissionais / clientes / prospects é bem específico. São pessoas que se articulam bem onde trabalham e sabem acumpliciar seus superiores / investidores nos novos projetos. São pessoas seguras do que estão fazendo e podem colaborar no processo sugerindo mudanças e melhorias sobre o produto. Haverá, inevitavelmente, os casos de profissionais empolgados, mas sem preparo para consumir a inovação, estas serão as piores vendas, caso ocorram problemas eles tenderão a colocar todo o ônus sobre o fornecedor, rompendo imediatamente a relação ou esticando o problema e tentando adaptar as coisas ao seu interesse.

No primeiro caso a porta se fecha, no segundo o custo de desfocar e retrabalhar o produto acaba não compensando, chegando a dar prejuízo. A inovação deve conter, na estratégia, o custo do processo de aprendizado do mercado. Se apenas impulsionamos as vendas, estaremos transformando o que poderia ser durável num modismo, coisa passageira, com lembranças ruins e grandes chances de também contaminar a imagem da empresa como um todo. O ditado dos 5% de inspiração e 95% de transpiração para a implantação de uma idéia é facilmente comprovado na gestão da inovação. Historicamente, as grandes idéias que não tiveram uma estratégia de implantação não deram certo, ou pior, foram “roubadas” por quem sabia fazer a inovação acontecer. Esta é a maior justificativa para o P&D convocar o marketing para fazer a gestão da inovação, viabilizando-a.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Marketing de Inovações

Novos produtos, serviços, tecnologias e até mesmo conceitos e processos tendem a sofrer uma reação negativa natural. Nem todos são ávidos para experimentar o novo e de fato a maioria tende a resistir a ele. Isto não é nenhuma novidade, mas é uma informação importantíssima para o marketing de inovações.

Um dos autores que trouxe uma grande contribuição para o conhecimento deste fenômeno foi Geoffrey Moore (Crossing the Chasm, 1991). Moore apresentou a curva de adoção de inovações tecnológicas segmentada em 5 grupos conforme a figura.

http://www.e-creare.com.br/imagens/moorep.JPG

O modelo de Moore, foi criado para produtos de alta tecnologia, mas logo passou a ser usado para produtos, serviços e outras inovações de todo tipo. O que ele deixa claro é que aqueles que podem se tornar “consumidores” da inovação não são todos iguais. Parte deles está ávida por novidades e vai buscá-las onde elas estiverem, os chamados inovadores ou entusiastas. Parte está disposta a experimentar inovações que possam trazer alguma vantagem (competitiva no caso de empresas, ou simplesmente alguma diferenciação no caso de consumidores), são os “early adopters”. O mercado de massa, separado segundo Moore, por um abismo (chasm) dos mercados iniciais é dividido entre a maioria inicial (aqueles mais abertos às inovações) e a maioria final. O abismo ao qual o autor faz questão de dedicar o livro todo é devido à grande diferença de comportamento entre os “early adopters” e a maioria inicial. A maioria inicial não experimenta nem busca inovações, nem mesmo para se diferenciar. Ao contrário disso, ela busca o que todos estão buscando e, mais importante, recomendando. O mercado de massa, o autor destaca, só adota a inovação por indicação, mesmo que ela venha de “early adopters”. Finalmente, os retardatários e céticos só adotarão uma inovação quando ela não tiver mais nada de inovação. É o tipo de gente que só comprou um aparelho de CD porque não conseguia mais encontrar suas músicas preferidas em fitas cassete.

A maior utilidade do modelo de Moore é a de reconhecer que é impossível atingir de cara o mercado de massa e que se deve traçar uma estratégia de marketing que foque nos grupos certos na hora certa. Na hora de atingir o mercado de massa, o autor destaca que a estratégia adequada é a da “pista de boliche”, ou seja, mirar no pino que vai conseguir derrubar mais pinos. Esta idéia foi tratada de maneira bastante completa por Malcolm Gladwell em “Ponto de Desequilíbrio”. Gladwell identifica diversos atores que podem funcionar como o pino central em uma “estratégia da pista de boliche”: conector, vendedor e o especialista. Cada um destes papéis deve ser identificado com cuidado ao se traçar uma estratégia de marketing para atingir à massa com uma inovação, pois em conjunto eles são bem mais efetivos que isoladamente.

Finalmente, um outro autor construiu sobre as idéias de Moore, lançando o livro (e o conceito da) Vaca Roxa (Purple Cow). Seth Godin, criou este conceito para se referir a algo realmente notável (remarkable) , como uma vaca que consegue se destacar no meio de inúmeras vacas aparentemente iguais. Godin chega a se referir à Purple Cow, como um novo “P” do marketing. Exagero é claro, já que este “P” estaria contido dentro do Produto (seja ele um produto realmente, um serviço, processo, tecnologia etc.). Mas por trás do seu próprio marketing, Godin chama a atenção para um fato muito real: somente as inovações realmente notáveis têm conseguido abrir seu caminho para o mercado de massa. O autor afirma ainda que as mídias de massa são cada vez menos efetivas, pois na disputa pela atenção dos “consumidores” em potencial de uma inovação, somente as que representam Vacas Roxas realmente têm sucesso. Somente elas serão achadas e experimentadas pelos inovadores e “early adopters” e somente elas serão recomendadas ao mercado de massa.

Um interessante caso nacional é o do produto H2OH! lançado pela PEPSICO. O refrigerante (sim é um refrigerante) se fez notável por ser comparado à água. Toda a sua campanha de marketing foi pensada neste sentido, mas isso não teria sido suficiente para a explosão de demanda, como não foi para as demais “águas saborizadas” disponíveis no mercado então. O que o produto tinha de mais notável era o seu nome. Alguém conseguiria ir à praia e ouvir os vendedores gritando “olha a água, mate e H2OH!” e não se perguntar por que, de uma hora para a outra, eles começaram a chamar a água de H2O? É claro que isso despertou muita curiosidade e virou assunto nas rodas de bate-papo. Logo os “early adopters” que já conheciam o produto estavam explicando aos outros que não é água e dizendo que já experimentaram. A massa foi assim atingida rapidamente e o produto se tornou um grande sucesso e um case de marketing, uma verdadeira Vaca Roxa.

Como é sempre bom ter exemplos nacionais, por que não apresentar mais um. O filme “Tropa de Elite”, certamente notável pelo seu conteúdo, se fez ainda mais notável por ter caído nas mãos de piratas. Em poucas semanas muitos, digamos, “early adopters” já o haviam comprado das mãos de piratas das ruas do Centro do Rio de Janeiro, assistido e recomendado para dezenas de amigos. Apresentado em caráter oficial no Festival do Rio 2007 se comprovou um sucesso também para as massas e levou muita gente que tinha visto a versão pirata aos cinemas. Todo esse marketing sem precisar investir em mídias tradicionais para a divulgação. Bastou ser um filme notável. Mais do que isso, a criatividade da “indústria pirata” levou ao “lançamento” de “Tropa de Elite 2, 3 e 4”, simplesmente rebatizando filmes existentes, menos notáveis, mas relacionados ao tema e emprestando a eles a notoriedade do original.

Num desafio às regras que o modelo de Moore representa, algumas empresas vêm lançando produtos muito notáveis com estratégias para atingir rapidamente a massa. O caso mais pitoresco é o do iPhone. Demonstrado ao público meses antes de seu lançamento despertou o interesse dos inovadores e “early adopters” e gerou muito “buxixo“ (buzz) como estratégia da Apple. A Apple, em sua pressa em vender muito e logo, cortou preços, o que normalmente era feito, mas em um prazo aceitável aos “early adopters”. Como resultado teve de oferecer parte do valor abatido dos preços como bônus para compras àqueles que já haviam adquirido o produto pelo preço inicial. Quanto terá Steve Jobs conseguido comprimir a curva de Moore? Só o tempo poderá dizer. Independente de sua estratégia de marketing, no entanto, o produto tem o que é preciso para “marketear” a si mesmo: ele certamente é notável.

Todos estes exemplos nos levam a uma conclusão: realmente ser notável é a única estratégia de marketing de efeito comprovado para inovações hoje em dia. Com a massificação das comunicações, blogs, e-mail e outros instrumentos de recomendação (ou de destruição da imagem) de uma inovação, é cada vez menor a eficiência das mídias tradicionais, embora continuem tendo custos exorbitantes. A experiência de Jobs traz também uma lição importante de que talvez se possa apressar seu caminho ao longo da curva de adoção de Moore, mas não é possível pular um grupo ou perfil. Lições valiosas para quem quer que precise aplicar Marketing a uma inovação de qualquer tipo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Proteja sua invenção da concorrência

Fonte: http://www.facadiferente.sebrae.com.br/2009/08/11/proteja-sua-invencao-da-concorrencia/

Não pense que seu trabalho está terminado após a invenção de um produto. Você, empreendedor, deve registrar sua criação no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para garantir que nenhum espertalhão tire proveito da sua criatividade e copie seu sucesso de mercado. A obtenção da patente é a segurança que você tem de que, durante um bom tempo, sua empresa terá exclusividade na fabricação e exploração comercial daquele produto. Esse assunto foi abordado no programa de rádio de hoje da Rede de Conhecimento Faça Diferente, criada pelo Sebrae.

Você ouviu a história de duas empresas que recorreram ao INPI para proteger inventos, que, devido ao sucesso comercial, tornaram-se inovação. Um dos empresários fabrica pequenos bicos de plástico para latas de refrigerante. Assim, usando estes bicos o consumidor não fica em contato diretamente com o recipiente, evitando assim ser contaminado por organismos prejudiciais à saúde. Essa é uma invenção ainda em fase de teste. Mas, o empreendedor não perdeu tempo e, prevendo que outras pessoas poderiam se apoderar da ideia, já iniciou o processo de registro de patente. O outro personagem é gerente administrativo da única fabricante do método contraceptivo DIU no país. O produto já é sucesso consagrado e, de posse do registro, o negócio praticamente não tem concorrência nesse ramo específico.

Tipos de patente e etapas para a obtenção do registro

Existem dois tipos de patente: de invenção (produto totalmente novo) E de modelo de utilidade (aperfeiçoamento de produtos já inventados). Antes de patentear, é preciso que você faça uma busca junto ao banco de dados do INPI para verificar se existe produto igual ao seu, já patenteado. Em caso negativo, o sinal verde está dado para o início de processo de registro de patente. Para registrar, é preciso que o objeto seja novidade, fruto de atividade inventiva e tenha aplicação industrial. Qualquer produto pode ser patenteado se atender essas exigências. O INPI não concede a patente se faltar algum desses requisitos.

Somadas todas as etapas e todos os prazos a serem cumpridos, o empreendedor levará, em média, de cinco a sete anos para obter o registro de patente. Esse período é considerado longo por muitos empreendedores. Alguns, inclusive, desistem de persistir no processo de patente.

O primeiro passo a ser cumprido é o depósito da patente, que significa o próprio pedido contendo relatório descritivo das características do produto a ser patenteado. Essa petição é protocolada no INPI e fica resguardada por sigilo durante 18 meses. Esse período é necessário para preservar o produto ainda não finalizado, tendo em vista que o inventor pode ainda adequá-lo à aplicação industrial ou fazer alguma modificação na mercadoria antes do exame técnico da patente. Após sair do sigilo, a revista oficial do INPI publica o modo de fabricação do produto, que passa a ser de conhecimento público. O processo de registro ainda implica em outras etapas, que podem ser detalhadas no site do INPI (www.inpi.gov.br).

Mas se você, empresário, quer que o tempo de espera pela obtenção da patente fique mais próximo dos cinco do que dos sete anos, é possível requerer que o período de sigilo seja menor. Os custos de todo o procedimento variam entre R$ 3 mil e a R$ 4 mil, não importando a dimensão, tipo ou valor do objeto. Nada impede que a mercadoria seja comercializada durante o processo de registro. Muito pelo contrário. O objeto não pode ser apenas um projeto e sua demanda de mercado deve ser comprovada.

Patentear o produto é sempre um bom negócio?

Não! Cada caso é um caso. O exemplo clássico é o da Coca-cola, que tem um dos maiores segredos industriais do mundo. Ninguém sabe a fórmula do refrigerante porque o produto nunca foi patenteado. Se os donos da companhia tivessem investido na patente, a composição do produto, obrigatoriamente, deveria ser publicada (justamente para que nenhum outro fabricante imitasse o processo de fabricação). O problema é que a patente industrial tem validade até 20 anos e a patente de modelo de utilidade expira em 15 anos. Depois desse período, qualquer um poderia fabricar a coca-cola.

É importante ressaltar, ainda, que o INPI é um órgão de certificação e não de fiscalização. Então, cabe a você, empresário, verificar se há outras pessoas copiando seu produto patenteado. Se isso estiver acontecendo, sua empresa terá que pagar um advogado e entrar na justiça para que o concorrente de má-fé cesse de fabricar sua mercadoria. Em alguns casos, o dinheiro a ser gasto pode superar o lucro que seu empreendimento obteria com a invenção. Nesse exemplo, portanto, não vale a pena patentear o produto, já que a patente pode resultar em prejuízo em vez de aumento de faturamento.

Por isso, é estratégico que você faça uma pesquisa de mercado para avaliar se é vantajoso patentear o produto. Se você acredita que o registro lhe proporcionará bons lucros e satisfação pessoal, vá em frente. Aí vai uma dica importante: procure escritórios especializados em registro de marcas e patentes. Esses profissionais acompanham todo o processo junto ao INPI a pedido do cliente e conhecem as táticas para que as empresas gastem o menor tempo possível à espera da obtenção do registro. Mas não se esqueça de que o Sebrae também está à sua disposição para tirar dúvidas e oferecer conselhos.

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Site da Inovação

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Motivar para poder Inovar : comprovado o óbvio

autor: Edson Menezes

O que parece óbvio, mas ainda pouco praticado pelo empresariado, agora é comprovado pela ciência: motivação e criatividade são condições sine qua non (1) para chegarmos à inovação.

Henry Sauermann, professor assistente no Instituto de Tecnologia da Geórgia, e Wesley M. Cohen, professor da Duke University, analisaram dados de pesquisas realizadas com mais de 11.000 cientistas e engenheiros em diversas indústrias americanas.

Entre os temas abordados, foi o estudo da importância da motivação no trabalho dada pelos cientistas e engenheiros, colocados em oito diferentes tipos, que chamou a atenção: salário, benefícios, segurança, desafios intelectuais, independência, promoção de oportunidades, responsabilidades e contribuições para a sociedade.

Aqueles que responderam que os desafios intelectuais foram um aspecto importante do seu trabalho gastaram mais horas trabalhando e produziram mais inovações. Em contrapartida, aqueles que classificaram como importante a segurança para manter seu emprego ou salário, tendem a produzir menos inovações.

Os autores sugerem, através de sua pesquisa, que encontrar desafios revigorantes pode conduzir os trabalhadores a execução e participação de projetos inovadores. Aqueles intrinsecamente motivados por desafios pensam melhor – possuem a atenção acrescida e usam melhor a memória e a criatividade, por exemplo -, enquanto os mais extrinsicamente motivados, preocupados com a segurança do emprego ou apenas seu salário, por exemplo, terminam com a sua criatividade abafada, seu lado investigador em letargia, sua maneira de pensar menos revigorada.

Assim, podemos concluir que os melhores trabalhadores para quem precisa da inovação ( acho bom que todos precisem, ou sejam fadados a fechar suas portas) não são exclusivamente motivados pela segurança, ou questões do gênero, mas inspirados por desafios intelectuais em ambientes corporativos que valorizem a criatividade.



segunda-feira, 10 de agosto de 2009

É possível ganhar dinheiro somente com o que você conhece?

O consultor da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) , Maurício Santana , durante a palestra magna ‘Como lucrar com a inovação’, realizada na 6ª Feira do Empreendedor de Mato Grosso em Cuiabá, afirmou que qualquer empresa, de todas as áreas e porte de negócio, pode ter lucro com a inovação, tema principal da palestra em que apresentou exemplos de inovação brasileiros conhecidos no mundo, como Carmem Miranda, Pelé e Tom Jobim.

O empresário não pode ter vergonha de buscar ajuda. Ele precisa de informação na área organizacional, no relacionamento com as pessoas e com o mercado. Para inovar e melhorar, é preciso buscar conhecimento. Nem toda invenção representa uma inovação”, alertou Santana.

Na busca, incessante nas 24 horas do dia, o empresário não pode ter receio de sair para o mercado e ver de perto o desejo do consumidor. O mercado, em questão, é o bairro, a cidade onde ele vive. “A internet eliminou a necessidade de ir para lugares distantes para se ter mais conhecimento, mas o empresário não pode ficar esperando, tem que correr atrás para não ser surpreendido”, lembrou.

Nesse sentido, algumas atitudes para inovar e ter lucro são imprescindíveis, segundo Maurício Santana: ficar atento às mudanças no mercado; manter-se atualizado tecnicamente; trazer conhecimento de outras cidades, regiões ou país; transformar o funcionário em parceiro, disseminar e uniformizar a informação e, por fim, quebrar o paradigma da cultura do “vamos levando do jeito que dá”. A educação é uma das chaves para o crescimento.


Particularmente eu, Edson, acrescentaria ao discurso
do consultor Maurício Santana a palavra CRIATIVIDADE: uma das grandes pontes necessárias entre a invenção e a inovação.

por Suzi Bonfim
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A abordagem comercial para empresas iniciantes de base tecnológica baseada em benefícios e vantagens


Diversos desenvolvimentos de soluções baseadas em tecnologia possuem uma característica peculiar que torna sua apresentação ao mercado um tanto complexa. Nesse sentido que a área que agrega as Empresas de Base Tecnológica (EBT’s) possui o que chamamos de processo de vendas complexas.

Então, como descomplicar este processo que é vital para o crescimento de qualquer empresa? Qual a melhor forma de abordar os prospects e demonstrar a competência de seu produto? Soma-se a essas questões a realidade de que, dentro das EBT’s iniciantes, são os próprios empreendedores que assumem mais esta tarefa de comercialização, além de todas as demais que justifiquem a manutenção do negócio.

Antes de mais nada, há a necessidade de o empreendedor “sair” da própria estrutura interna de sua empresa e/ou de sua solução, lançar um olhar sobre esta dimensão empresa e/ou produto, e verificar quais as características técnicas da solução são as mais adequadas para tornarem-se diferenciais. Quais os benefícios que estas características ou funcionalidades podem agregar à rotina de nossos potenciais clientes. Esta etapa, que poderíamos chamar de transformação da visão técnica para a visão de valor como benefício ao cliente, permite que nosso futuro cliente perceba e torne palpável aquele discurso formal do que é e do que faz o produto de base tecnológica. Feito isso, é o momento de entrar em ação a forma de abordagem, baseada no discurso adequado e na linguagem adequada para informar os tais diferenciais.

Nossa atuação comercial e sua abordagem deverão ter como base uma atitude carregada de conteúdo, aliada à empatia que devemos passar ao nosso potencial cliente. Com a empatia, devemos unir a linguagem adequada que transformará a linguagem técnica, que neste momento deve ficar em nosso escritório, em uma linguagem comercial. Esta transformação se dá da seguinte maneira: primeiramente esquecemos que somos desenvolvedores de uma solução inovadora e nos colocamos como sujeitos capazes de um processo de interlocução natural com o próximo. Devemos aliar empatia, respeito, atenção com naturalidade! Esta naturalidade se sustenta no fato de que ninguém melhor do que o criador para apresentar a criatura! Porém, este criador deve moldar sua fala aos princípios acima descritos, sempre com facilidade extrema como se estivesse falando com um colega, com um amigo. A naturalidade com que abordamos nossos prospects se traduz em confiabilidade e segurança. Em seguida, explicitar claramente as vantagens que a utilização de nossa solução levará, o que o cliente realmente ganhará em termos de produtividade, tempo, lucratividade, qualidade de entrega, satisfação de seus colaboradores, entre outros.

Portanto, além de uma ótima solução, também devemos pensar na melhor forma de comunicar estes fatores positivos durante a abordagem comercial. De nada adianta a melhor ferramenta se não conseguirmos informar como ela realmente poderá agregar ao futuro cliente.