terça-feira, 28 de julho de 2009

O valor está no intangível

Como realizar a medição de valores nos tempos atuais e as mudanças ocorridas com as novas tecnologias. Daí vem as perguntas: "Quanto vale uma empresa da nova economia? Como medir o seu valor nos tempos atuais?".

Para isso, precisamos entender a mudança que estamos passando atualmente na economia e na sociedade. No século passado uma empresa era composta de 85% de capital tangível como valores financeiros e patrimônio (máquinas, mobiliário…), e os 15% restantes da empresa era capital intangível (conhecimento). Neste século, esses percentuais inverteram-se, passando a empresa ser composta de 85% de capital intangível. Isso explica o porque da Microsoft fazer uma proposta de aquisição com valor de 62% acima do valor de mercado do Yahoo. Proposta essa que não foi aceita pelo conselho de diretores do Yahoo que considerou baixa a proposta.

Diante dessa mudança, onde os ativos intangíveis passaram a ser preponderantes sobre os ativos tangíveis, a dificuldade está em estabelecer qual o valor real de uma empresa. O instrumento atualmente utilizado para medir o valor das empresas é a contabilidade que tem como função prover os usuários com informações sobre aspectos de natureza econômica, financeira e física do patrimônio da empresa, segundo o Conselho Federal de Contabilidade.

Note que o foco está em patrimônio, onde podemos supor que a contabilidade atual consegue definir o valor de uma empresa do século passado, mas não está adaptada para medir o valor de uma empresa do século XXI. Realidade essa referendada pelo mercado acionário que, há muito tempo, sinaliza que os registros e balanços contábeis não decidem mais o valor das companhias. O humor do mercado de ações varia muito mais em função das novidades intangíveis do que evolução dos indicadores financeiros.

O que podemos notar é que o capital intelectual (intangível) tem um peso muito maior no século XXI do que no século passado. A dificuldade estará em estabelecer padrões que possam medir a importância desse capital para o desempenho e geração de lucros pelas empresas.

Como disse Peter Drucker: “A revolução da informação representa um nítida transferência de poder de quem detém o capital para quem detém o conhecimento.”

O desafio está lançado. Para finalizar, uma última pergunta: "Nossos gestores estão preparados para administrar esse capital e transformá-los em resultados?"

Por Marcelo Bastos (http://hsm.updateordie.com/author/mbastos/)
Texto publicado originalmente no Blog da HSM.

2009 ANO EUROPEU DA CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

O Ano Europeu da Criatividade e da Inovação (AECI) tem como objectivo sensibilizar os cidadãos para a importância da criatividade e da inovação enquanto competências-chave do desenvolvimento pessoal, social e económico. Através desta iniciativa, a UE procura moldar o futuro da Europa no contexto da globalização, promovendo o potencial criativo e inovador que existe em todos nós. A UE adoptará um conjunto de medidas para chamar a atenção dos cidadãos para as questões mais importantes e promover um debate político sobre a melhor forma de explorar o potencial criativo e inovador da Europa. Tal como nos Anos Europeus anteriores, essas medidas incluirão a realização de campanhas de promoção, eventos e iniciativas aos níveis europeu, nacional, regional e local.

«
Tanto a criatividade como a capacidade para inovar são qualidades humanas essenciais: são inerentes a todos nós e utilizamo-las em muitas situações e lugares, de forma consciente ou não. Com este Ano Europeu, gostaria que os cidadãos da Europa compreendessem melhor que ao promovermos os talentos humanos e a capacidade humana para inovar podemos activamente moldar a Europa para melhor e ajudá-la a explorar todo o seu potencial, tanto económico como social.»
Ján Figel, Comissário Europeu responsável pela Educação, Cultura, Formação e Juventude

Como diminuir os riscos da inovação

Por Fernanda Peregrino - SEBRAE

A inovação é uma atividade de risco! Sempre há uma possibilidade de insucesso, pois a empresa está trabalhando com novidades, ou seja, métodos ainda desconhecidos e incertos para o negócio. Inúmeras dúvidas surgem quando um empreendimento está sendo inovado: será que o consumidor aceitará a nova versão do produto, que é uma adaptação das sugestões dadas pelo próprio cliente? E o que acontecerá se houver um atraso no desenvolvimento do novo design exigido pelo mercado?

No entanto, é possível reduzir os riscos na execução de qualquer inovação. Para isso, alguns cuidados devem ser tomados. O primeiro passo é conhecer o mercado e as necessidades dos clientes. O empresário não pode imaginar o que o mercado quer, mas sim fazer um levantamento das demandas dos consumidores.

O empreendedor deve estar permanentemente atento às exigências dos clientes e às tendências do mercado. Deve manter um estreito contato com clientes, ouvir atentamente suas demandas e inquiri-los sobre suas necessidades, seus planos e objetivos no curto, médio e longo prazo. Por meio dessas informações, poderá confirmar a consistência da proposta de inovação e traçar um plano de ação, que definirá as mudanças no produto, no processo, na organização, no marketing e na área comercial do negócio.

Outra forma é buscar parcerias, e usar o chamado compartilhamento de risco. Esse tipo de apoio pode vir dos próprios clientes. Parcerias entre micro empresas e seus clientes são comuns. A clientela pode fornecer à empresa suportes técnico e financeiro. Acordos desse tipo também podem ser feito com fornecedores.

Por último, uma boa saída para a redução de risco é fechar apoio tecnológico em universidades e institutos de pesquisa. Essas instituições têm programas específicos para isso. Lembrando que essa ação não deve ser confundida com aprovisionamento de pesquisa.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Livro: Diferencial Competitivo - John L. Nesheim

Excelente literatura!
Ter uma idéia para um novo empreendimento não basta. É preciso concentrar-se em um segmento que ninguém tenha enxergado ainda, atingir o topo e ganhar vantagem. Essa vantagem se tornará tão evidente que a concorrência acreditará ser desigual: isso é conquistar diferencial competitivo. Neste livro o autor ensinará ao leitor como criá-lo, desenvolvê-lo, alcançar resultados superiores aos concorrentes e se tornar um líder em seu segmento de mercado.

BNDES abre diversos programas de apoio à Inovação para 2009

Fonte : Innovatio http://openinnovatio.org

O apoio à inovação é prioridade estratégica para o BNDES. Para isso, o BNDES oferece ações de apoio, extensivas a todos os setores da economia, que procuram atender às diferentes necessidades de quem busca inovar, combinando instrumentos financeiros variados.

Linha Capital Inovador (Foco na Empresa)

Objetivo: apoiar empresas no desenvolvimento de capacidade para empreender atividades inovativas em caráter sistemático. Isso compreende investimentos em capitais tangíveis, incluindo infraestrutura física, e em capitais intangíveis*. Tais investimentos deverão ser consistentes com as estratégias de negócios das empresas e ser apresentados conforme modelo de Plano de Investimento em Inovação (PII).

(*) Ativo não monetário, identificável sem substância física e usado no fornecimento de bens e serviços, desde que: seja controlado pela empresa e do qual sejam esperados benefícios econômicos futuros para a empresa – conforme definição da International Accounting Standard 38, 1998.

Modalidades de operação: financiamento de longo prazo e/ou subscrição de valores mobiliários.

Linha Inovação Tecnológica (Foco no Projeto)

Objetivo: apoiar projetos de inovação de natureza tecnológica que busquem o desenvolvimento de produtos e/ou processos novos ou significativamente aprimorados (pelo menos para o mercado nacional) e que envolvam risco tecnológico e oportunidades de mercado.

Modalidades de operação: financiamento de longo prazo e/ou subscrição de valores mobiliários.

Fundo Tecnológico – FUNTEC

Objetivo: apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em áreas de notória relevância nacional, que permitam aproveitar oportunidades estratégicas e nas quais o país possa desenvolver liderança. Para 2009, o BNDES definiu as seguintes áreas como estratégicas:

Energias renováveis

Meio Ambiente

Saúde

Eletrônica

Novos Materiais no grupamento dos metais e das cerâmicas avançadas

Química

Beneficiários: Institutos de Tecnologia e Instituições de Apoio.

Modalidades de operação: recursos não-reembolsáveis.

Programa CRIATEC

Objetivo: capitalização de micro e pequenas empresas inovadoras de capital semente.

Veja também:

Outros Programas de apoio à Inovação:

Programa para o Desenvolvimento da Indústria de Software e Serviços de Tecnologia da Informação – PROSOFT

Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde – PROFARMA

Programa de Financiamento às Empresas da Cadeia Produtiva Aeronáutica Brasileira – PRO-AERONÁUTICA

Programa de Apoio à Implementação do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre – PROTVD – Fornecedor

domingo, 26 de julho de 2009

A importância de se manter a INOVAÇÃO simples

Esta reportagem da HSM relata um case de uma empresa de TI que poderia ter se tornado uma Google mas que perdeu sua oportunidade focando em pensamentos "megalomaníacos" no lugar de focar no tripé estratégia, simplicidade e ação.

No ano 2000 uma start-up tinha um projeto fantástico, baseado nos algoritmos criados por um programador brasileiro, procuraram uma agência para começar a criar a comunicação – o nome da empresa, a marca, o conceito geral. O que eles pretendiam fazer, entre outras coisas, era uma incrível “indexação” da internet. A primeira reunião durou várias horas, até porque, não era simples entender a extensão do que eles pretendiam. Alguns dias depois, recebemos outro telefonema do nosso cliente start-up: ele queria rever algumas coisas no briefing, que mudava inclusive a definição de público-alvo e o mercado de atuação da empresa, tornando tudo ainda maior e mais rentável. Uma semana depois durante a apresentação da idéia eles já haviam mudado de novo o conceito do seu projeto. Nos quatro meses seguintes foram criados vários nomes, marcas, conceitos, folders e roteiros de filmes. Quinzenalmente, eram apresentadas novas visões que deveriam traduzir a grandeza do que a empresa estava fazendo. Em cada uma das reuniões, eram apresentados novos planos, cada vez mais complexos e ambiciosos.

A tecnologia deles era, mesmo fantástica e me lembra até hoje muito do que o Google vem fazendo. Eles tinham isso nas mãos antes da patente do sistema do Google. Mas eles não conseguiram decidir por um plano de ação! Não conseguiram definir uma estratégia única. Não conseguiram fechar o foco e colocar algo no mercado. Se você se lembra do início do Google, ele era “apenas” um sistema de busca mais eficiente. Muito mais do que estar baseado no Brasil, enquanto o Google estava baseado em Stanford; foi a decisão de dar uma forma simples, “é um mecanismo de busca – melhor que os outros” que fez a diferença entre o Google que nós usamos hoje e o Google-que–poderia-ter-sido. Poderia ter sido brasileiro. Se tivesse havido foco, decisão e simplificação. Se houvesse sido lançado teria uma boa chance de ser bem sucedido, mesmo que ainda não fosse perfeito, porque as pessoas iriam começar a usar e ele poderia evoluir com a ajuda de seus usuários. Inovação é resultado, é face pública, é o que as pessoas vêem e usam. O Google deixou de ser um projeto da Universidade de Stanford e virou um produto e uma grande companhia porque se tornou, rapidamente, um produto inovador e melhor que os outros – e tudo isso aconteceu porque ele foi colocado no mercado.

O que aconteceu com a empresa start-up? Ela seguiu pesquisando e aperfeiçoando seu incrível produto por mais e mais meses. Mas o tempo foi fatal: veio o estouro da bolha da internet. Os investidores encolheram. O capital de risco desapareceu. A falta de capital obrigou o desmantelamento da equipe e eliminou os investimentos destinados a divulgar a novidade. E no fim, o produto nunca foi lançado. Enquanto isso, em Stanford, Larry Page recebeu a patente do sistema Google. E o mundo das buscas on-line nunca mais foi o mesmo.


sábado, 25 de julho de 2009

Neruda e o "hino" da INOVAÇÃO

Como estamos no domingo hoje temos um pouco de arte, um texto de Neruda que tem tudo a ver com INOVAÇÃO e com o que é ser um empreendedor INOVADOR. Tomemos estas palavras como nossa "bíblia" do Empreendedor Inovador.

"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê ,quem não ouve musica,quem não encontra graça em si mesmo.


Morre lentamente quem destrói o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco, e os pontos sobre os is em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos dos bocejos,corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva que cai incessante

Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo , não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não respondem quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.

SOMENTE A PERSEVERANÇA FARÁ COM QUE CONQUISTEMOS UM ESTÁGIO ESPLENDIDO DE FELICIDADE.

Pablo Neruda"

Um grande abraço, um bom domingo e parabéns a todos que transformaram a INOVAÇÃO na locomotiva de suas VIDAS.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A importância da Propriedade Intelectual.

Por Renato Dolabella Melo

A Propriedade Intelectual (PI) protege as criações do pensamento humano. Trata-se de um ramo que possui variadas espécies, como patentes, marcas, desenhos industriais, indicações geográficas, direitos autorais, programas de computador (softwares), cultivares e topografias de circuitos integrados. Todos esses casos são originados de uma atividade intelectual e são protegidos pela legislação.

A PI possui uma grande importância. Sem a proteção legal, o titular da criação não poderia explorá-la publicamente em regime de exclusividade. O privilégio, portanto, possibilita lucros, pois a exploração econômica da matéria por terceiros depende de autorização, que é dada, geralmente, mediante pagamento (comumente chamado de royalty). Essa possibilidade de ganho incentiva o criador a investir na pesquisa de novas matérias, pois ele poderá, futuramente, lucrar com a exclusividade que a legislação de PI lhe confere no que diz respeito ao uso econômico de sua criação.

Especialmente no Brasil, o debate sobre a PI está em crescimento, pois é uma matéria estratégica para o país e de interesse de toda população. A relevância dessa discussão pode ser comprovada por diversos exemplos: necessidade de uma política pública que busque uma maior quantidade de patentes nacionais, visando melhorar competitividade de nossa indústria; licenciamento compulsório (“quebra”) de patentes; direitos autorais na internet; cópia de softwares; licenças de creative commons, etc. Todos esses fatos são de interesse geral, o que demonstra ser imprescindível o debate crescente e permanente sobre o tema.


Para saber mais acesse http://www.dolabella.com.br/index.asp

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Inovação de Valor, o mapa para se formular uma estratégia inovadora

A Inovação de Valor é a junção do conceito de estratégia voltada para a INOVAÇÃO, Gestão da INOVAÇÃO, com o conceito de Percepção de VALOR e Geração de VALOR. Parte da visão de que, para se conseguir gerar resultados diferenciados e sustentáveis a médio-longo prazo as empresas devem desenvolver ao mesmo tempo a INOVAÇÃO e o VALOR. A INOVAÇÃO sem VALOR pode gerar ótimas soluções tecnológicas, porém sem alinhamento com as aspirações do mercado ou fora do timing. O problema timing geralmente ocorre quanto temos a solução certa, mas levada ao mercado antes que o mesmo atinja o estagio de amadurecimento para poder dar à solução tecnológica o devido valor. O VALOR sem INOVAÇÃO acarreta diferenciais competitivos geralmente frágeis e de pouca duração, pois, devido à sua natureza, acabam gerando diferenciais sem solidez ou diferenciais facilmente copiáveis. Uma solução uma vez difundida perde seu VALOR diferencial.

A Inovação de Valor integra diferentes idéias de diferentes origens que trabalham muito em conjunto. Ela é um eclético mix tão original quanto à INOVAÇÃO em si e tem quatro pontos chave:

1. Evitar a concorrência direta: procurar desenvolver novos mercados e criar novas demandas. Pesquisas do INSEAD mostram que as inovações mais bem sucedidas ocorrem quando uma empresa encontra uma oportunidade de explorar uma demanda completamente nova ou um mercado ainda não atendido, e quando esta oportunidade não representa uma competição direta.

2. Curvas de Valor: a curva de valor é tanto um instrumento de diagnóstico como um modelo de desenvolvimento de uma estratégia de Inovação de Valor. Com ela se busca identificar os principais atributos de valor para o mercado e verificar o grau de valoração dada pelo mercado a cada um desses atributos e o posicionamento dos principais concorrentes.

3. As seis fronteiras da análise: o processo de desenvolvimento de uma estratégia de Inovação de Valor deve explorar seis fronteiras para se definir novas curvas de valor. Estas seis fronteiras são:

· Examinar os setores alternativos. Procurar analisar os concorrentes de uma forma mais ampla considerando todos os possíveis concorrentes que atendam as necessidades ou aspirações do mercado.

· Examinar os grupos estratégicos dentro dos setores. As empresas tendem a se aglomerar em grupos com modelos de negócio e curvas de valor semelhantes. Inovadores podem evitar a concorrência direta se posicionando entre estes grupos.

· Examinar a cadeia de compradores. Existem outros sujeitos que influenciam a decisão de compra além do comprador direto, conhecer todos os players envolvidos na decisão de compra e entender suas posições e influência gera um grande diferencial estratégico.

· Examinar as ofertas de produtos e serviços complementares. Poucos produtos são usados isoladamente sem ter alguma relação direta ou indireta com outros produtos. Buscar entender holisticamente todo o processo de uso e geração de valor do seu produto ao cliente pode gerar um grande diferencial competitivo.

· Examine os apelos funcionais e emocionais dos compradores. Geralmente as estratégias de venda são focadas apenas nos valores funcionais ou nos fatores emocionais, porém a junção de ambas abordagens podem maximizar os resultados das vendas.

· Examine o transcurso do tempo. Buscar analisar o timing do mercado gera uma visão do momento ótimo para a tomada das decisões e introdução de soluções tecnológicas no mercado, o que reduz fortemente o risco intrínseco a inovação.

4. Método de entrevista DILO: Inovação de Valor tem uma forte orientação para o cliente. Ao desenvolver uma estratégia de Inovação de Valor, no lugar do tradicional aprouche de focus group deve ser usado uma profunda e detalhada entrevista com consumidores individualmente.

A Inovação de Valor é uma metodologia que atende perfeitamente às necessidades das EBTs nascentes de construírem estratégias inovadoras coerentes com o grau de inovação de seus produtos. O uso do conceito de Inovação de Valor pelas EBTs concede a estas empresas um diferencial competitivo e um mapa do caminho para se consolidarem no mercado, sem precisarem consumir suas energias em conflitos com competidores normalmente maiores e com mais recursos que elas.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Palestra Valor & Inovação na Incubadora Supera em Ribeirão Preto

Foi realizado nesta quarta feira, dia 15 de julho, o primeiro dia de treinamento presencial das empresas classificadas na primeira etapa do programa PRIME pela operadora descentralizada SUPERA. Neste encontro, ocorreu a apresentação junto aos empreendedores PRIME da empresa Valor & Inovação e a sua metodologia aplicada a este projeto. Esta apresentação foi realizada após a abertura (apresentação introdutória) da FINEP e contou com a presença de aproximadamente 70 empresas. Foram abordados temas como a visão da Valor & Inovação sobre as Empresas de Base Tecnológica Brasileiras e seus desafios; uma explanação de quem é a Valor & Inovação, sua forma de trabalho e sua metodologia de Inovação de Valor e dos produtos desenvolvidos especificamente para atender as demandas do PRIME. Após a apresentação foi aberto um espaço para perguntas, em que puderam ser esclarecidas dúvidas sobre a forma de trabalho, a área de atuação, o escopo de serviços ofertados e sobre a rede de empresas que compõem o Netwoking da Valor & Inovação. O treinamento dos empreendedores PRIME se estenderá até o próximo sábado, dia 18, e a Valor & Inovação estará presente novamente neste treinamento no dia 17, sexta feira, para poder atender particularmente os empresários durante os períodos do coffee break da manhã e no período do almoço.
Continuem nos acompanhando, pois em breve estaremos avisando de novos eventos e presença dos consultores da Valor & Inovação perto de você.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Bem vindos ao Blog do Valor & Inovação. Este Blog é um espaço destinado à divulgação de informações relevantes para Empresas de Base Tecnológica(EBTs).

O grupo do Valor & Inovação presta serviços de consultoria, assessoria e capacitação para ajudar as Start-ups a percorrer o caminho de transição de um projeto de inovação para um negócio inovador, auxiliando durante todo seu ciclo de vida:

1) Concepção: no estágio inicial de uma EBT, fase anterior a criação da EBT, atuamos buscando oportunidades de construção de negócios inovadores para tecnologias inovadoras e orientando a escolha do tipo de negócio a ser desenvolvido mais adequado ao conhecimento tecnológico e ao perfil dos empreendedores.

2) Start-up: atuamos auxiliando nos processos de estruturação do projeto e posterior captação de recursos para sua execução via programas de fomento à inovação ou investimentos de capital semente e seu gerenciamento, bem como na definição das estratégias globais.

3) Estágio Inicial: construção da estrutura base da empresa e definição das ações de mercado.

4) Expansão: profissionalização e busca por investimentos de Venture Capital.

5) Maturidade: gestão da inovação e estratégia e assessoria no processo de venda da empresa para um grande player ou abertura de capital.

Buscamos através de nossos serviços agregar VALOR, gerar diferencial competitivo, auxiliar na criação e gestão da INOVAÇÃO e desenvolver negócios inovadores de sucesso. Nossos profissionais, experientes no desenvolvimento de Start-ups, abrangem as áreas de conhecimento mais relevantes como: estratégia, mercado e gestão e possuímos parcerias com renomadas empresas para as áreas onde não atuamos diretamente como gestão da produção, consultoria jurídica e ambiental.

Trabalhamos de forma integrada buscando a interligação entre a estratégia e as áreas funcionais da empresa. No que tange ao projeto PRIME da FINEP desenvolvemos consultorias relacionadas em quatro grupos distintos de serviços:

· Gestão:

o Voltado para desenvolver as capacidades relacionadas ao gerenciamento eficiente de uma EBT, procurando atender às demandas descritas na rubrica gestão, envolve os serviços de Estratégia, Posicionamento Estratégico, Desenvolvimento de Produtos, Gestão Financeira, Gestão da Inovação e do Conhecimento e Consultoria Jurídico Tributária.

· Mercado:

o Visa promover um amplo entendimento do mercado, suas oportunidades e sua percepção de valor. Serão disponibilizados serviços que atendam às áreas de Estratégia de Mercado, Planejamento de Marketing, Comunicação e Comercial.

· Ad hoc:

o Composto por consultorias não relacionadas ao grupo Gestão ou Mercado, mas que podem ser fatores críticos de sucesso para alguns clientes como Gestão Ambiental, Capital Empreendedor, Gestão da Produção e Propriedade Intelectual.

· Networking:

o Destinado ao desenvolvimento das competências dos empreendedores e dos gestores e à criação de forte networking empresarial através da disponibilização de serviço de capacitação e acesso a comunidade desenvolvida para integrar e gerar negócios aos clientes de nossa consultoria. Os serviços de Networking serão oferecidos gratuitamente aos clientes que contratarem os pacotes fechados de consultoria com nossa empresa.

Esperamos que nosso Blog seja de grande valia a seus leitores, traga informações vitais ao processo de classificação das empresas que concorrem ao PRIME e à evolução das EBTs em geral.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Empreendedores com o DNA da oportunidade

Inovação: Empreendedores com o DNA da oportunidade

13/7/2009
por Patrícia Comunello

As quatro histórias narradas a seguir revelam o potencial que o brasileiro tem de gerar negócios. A fama foi confirmada pela última edição da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), de 2008, que colocou o Brasil na 13ª posição no ranking do empreendedorismo entre 60 países que produzem 95% da riqueza mundial. A trajetória de Ivana Candeo, da Sabor Vital, de Emílio Silveira e sua mulher Eloísa Marchese, da Casa das Perucas Jurema, de Lizane Martins, do Ateliê Diet, e de Regina Miranda, da Claríssima, confirma que ganham mais espaço iniciativas alicerçadas na oportunidade.
Para melhorar de vida ou diversificar o campo de atuação, Ivana, o casal Emílio e Eloísa, Lizane e Regina apostaram em produtos diferenciados e, por que não, inovadores ao preencher expectativas de consumidores muito especiais. Por isso, o quarteto pode inspirar outros "oportunistas" de plantão. Um bom motivo está na mesma pesquisa GEM, capitaneada no País pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), com sede no Paraná. Pela primeira vez, em nove anos de levantamento no Brasil, a população de empreendimentos de oportunidade cresce em maior velocidade do que a dos negócios por necessidade (que surgem de contingências, como perda de emprego). A relação é de dois para um. Mas esses quatro exemplos, que validam ainda a maior longevidade de negócios por oportunidade, agregam virtudes inusitadas. Todos descobriram seu potencial a partir de experiência pessoal ou soluções fomentadas nas relações familiares. O resultado supera a simples venda de produtos ou serviços.


Dez características empreendedoras
1. Busca de oportunidade e iniciativa: fazer as coisas antes de solicitado ou antes de forçado pelas circunstâncias;
2. Persistência: agir diante de um obstáculo significativo;
3. Comprometimento: colaborar com os empregados ou colocar-se no lugar deles, se necessário, para terminar uma tarefa;
4. Exigência de qualidade de eficiência: encontrar maneiras de fazer as coisas melhor, mais rápido ou mais barato;
5. Correr riscos calculados: agir para reduzir custos ou controlar resultados;
6. Estabelecimento de metas: estabelecer metas e objetivos que são desafiantes e que têm significado pessoal;
7. Busca de informações: dedicar-se pessoalmente a obter informações de clientes, fornecedores ou concorrentes;
8. Planejamento e monitoramento sistemático: planejar dividindo tarefas de grande porte em subtarefas com prazos definidos;
9. Persuasão e rede de contatos: utilizar estratégias deliberadas para influenciar ou persuadir os outros;
10. Independência e autoconfiança: buscar autonomia em relação a normas e controle de outros.


Sem glúten, mas com sabor atraente

Ivana Candeo, formada em Ciências Sociais, descobriu em 2004 que tinha intolerância ao glúten. Para a jovem, que reside em Porto Alegre, foi o fim das rodadas de pizza e da macarronada. Pãozinho com alho no churrasco de domingo? Nem pensar. Olhando de outro ângulo: a doença celíaca acabou abrindo caminho de um negócio que hoje não para de crescer, dobrar de tamanho e que ganhou clientela pelo País.
Ivana um dia desistiu de comer palitos duros sem glúten e sondar garçons para saber se o prato do cardápio estava ou não ajustado à sua dieta. Ela decidiu, então, que prepararia em casa produtos livres da proteína. Deu tão certo que os quitutes, entre pães, biscoitos, bolos e massa de pizza, conquistaram fãs até entre quem não sofria com restrição ao glúten. "Dava para fazer coisas bem gostosas. Se era bom para mim, podia ser para outros como eu", recorda a hoje microempresária.
No começo de 2006, a cientista social passou a abastecer mercearias especializadas na Capital. A demanda só aumentou, e Ivana teve de criar marca própria, a Sabor Vital, agregando embalagem do mesmo padrão de produtos comuns, além de profissionalizar a gestão a partir de lições tomadas em cursos do Sebrae-RS. O marido Marcelo Acevedo largou o emprego e se somou à empreitada, que atraiu também outros familiares. A cozinha de casa, que não comportava mais o tamanho do negócio, foi substituída por uma área maior, que ganhou maquinários e nova equipe de trabalho.
Hoje a mini-indústria tem mais de 20 produtos diferentes, seis funcionários e rede de abastecimento que inclui gigantes do varejo como Wal-Mart e Zaffari, além de 96 pontos espalhados pelo Estado e distribuidores em diversas regiões. São Paulo e Rio de Janeiro ocupam cada vez mais espaço no destino das encomendas. No controle das finanças está o marido, que avisa: a Sabor Vital vai dobrar de tamanho a cada ano até 2011. "Mercado não falta, temos é de ter capacidade para atendê-lo", justifica Acevedo.
Para isso, a dupla de empreendedores já estima investimento de R$ 100 mil, cifra que será buscada em linhas de crédito do governo federal. Ivana gosta mesmo é de narrar as reações de quem consome os produtos. "Tem gente já pedindo biscoito com mesmo gosto de uma cream-cracker", cita. "Eles têm todo direito de exigir. Sentia-me uma ET ao não poder consumir o que via na prateleira. O mais legal neste trabalho é saber que estou ajudando pessoas como eu a ter melhor condição de alimentação e de vida", acrescenta. E ninguém duvide do potencial dessa jovem. Um dos desafios agora é desenvolver um pão na melhor tradição francesa. "Seria uma inovação que não se encontra em nenhum lugar". É só esperar para ver.


Branco que atrai clientela da saúde

A ideia foi da filha Patrícia. Mas quem colocou o negócio a funcionar foi a mãe Regina Algarves Miranda. Patrícia e a irmã Letícia são dentistas, profissionais que vivem literalmente de branco praticamente o dia todo. Cansa vestir sempre o mesmo jaleco, o mesmo sapato e a calça sem muito estilo. Patrícia decidiu provocar a mãe, que deixara o ofício de professora pública estadual de química. "Por que a senhora não abre uma loja focada em itens brancos para atender ao público profissional como nós?"
Regina estudou a oferta e se convenceu do potencial. Assim nasceu Claríssima, há oito anos, na avenida Cristóvão Colombro, em Porto Alegre. O nome, claro, diz tudo. O foco, segundo Regina, seria inovar em jalecos. Criar modelos com mais design, elegância e conforto. No começo, eram quatro versões. Hoje as opções de pronta-entrega chegam a 26, mas o cliente pode encomendar peças conforme o gosto.
Regina passou a incrementar e a desenvolver coleções próprias, de blusão, casaco, jaleco a calçados. Além de itens da etiqueta Claríssima, há também multimarcas. O que a empresária fez foi tornar menos óbvia a tradicional roupa branca. "Estar bem arrumado ajuda até na relação com os pacientes. Quebra a formalidade", acredita Regina. "Pode ser até com um simples jaleco, com um detalhe diferente, acinturado e com um bordado." Hoje 85% da clientela é do ramo da saúde.
As filhas também ajudam a pulverizar a grife materna. "Vou a congressos e divulgo a loja", conta Patrícia. Na Capital, o negócio foi ampliado. De uma sala, Claríssima expandiu para outro espaço há três anos. Também gerou mais empregos - são quatro funcionárias. Regina revela mais uma solução ajustada à rotina de clínicas, consultórios e hospitais. Uma consultora-vendedora percorre os locais de trabalho de médicos, dentistas e fisioterapeutas para divulgar o portfólio e fazer pedidos.


Perucas elevam autoestima de clientes e geram lucros

Uma peruca pode mudar a vida de uma pessoa. O casal Emílio Silveira e Eloísa Marchese é prova de que o artigo não só revoluciona o estado de espírito de quem sofre com adversidades de uma doença como altera o rumo de um negócio. Silveira foi precursor na Capital de um nicho que rende bons lucros, mas que seu principal dividendo está em alterar a expressão de rostos dilacerados pela dor do câncer e pelo impacto de tratamentos, como quimioterapia, que provoca queda do cabelo. Há 20 anos, o químico herdou da mãe, que ironicamente enfrentava problemas de saúde, um salão de beleza na avenida Azenha, em Porto Alegre. "Literalmente, nasci no meu trabalho. Minha mãe trabalhava aqui, entrou em trabalho de parto e acabei nascendo aqui mesmo."
O estabelecimento operava há mais de 30 anos. "Tinha de transformar o salão em receita", recorda Silveira. Problema número um: ele não entendia nada de penteado, corte de cabelo e, muito menos, de manicure e pedicure. Problema número dois: o que fazer com perucas, fora de moda na época, esquecidas no salão. O caminho para diversificar o negócio veio justo desse estoque. Daí surgiu a Casa das Perucas Jurema.
Silveira descobriu que na Europa e nos Estados Unidos, o acessório tinha forte clientela entre pacientes com câncer. Consultórios médicos vendiam o produto e, na França, o governo financiava a aquisição. Para abrir caminho no mercado médico local, o empresário expôs produtos em um congresso de oncologia e teve a sorte de ser citado por um dos palestrantes mais badalados do evento. O especialista elogiou ao abrir sua conferência, a "vanguarda dos gaúchos ao recomendar o uso de perucas aos pacientes".
O efeito foi imediato. Ligações de médicos indicando clientes não pararam mais. Resultado: o filão responde hoje por 90% do faturamento. Eloísa, que lida diretamente com as pacientes - a maioria mulheres, emociona-se com a transformação que uma peruca provoca. "Elas chegam aqui muito tristes e saem com brilho no olhar." Com a especialização e o aumento da procura, o salão montou equipe exclusiva com oito funcionárias para atender às pacientes. Há cabines individuais, onde a cliente experimenta as opções, entre modelos com fios artificiais e naturais. Os preços vão de R$ 400,00 a R$ 5 mil (naturais).
A empresa também desenvolveu um projeto de banco de perucas com o Imama-RS. Eloísa justifica que o trabalho é muito especial e exige sensibilidade. "Muitas têm dificuldade para andar quando entram aqui. Temos consciência do nosso trabalho, pois qualquer palavra pode causar desconforto", pondera. "A peruca acaba sendo parte do tratamento", convence-se. A preocupação também inclui indicar modelo, com corte e cor, que se ajuste ao visual, resgatando a personalidade da pessoa.


Liberado para diabéticos com amor

Nativa de Pelotas, a meca dos doces no Estado, Lizane Martins prepara quitutes sem açúcar para prazer da sua clientela diabética. A microempresária também dá outra pista: seus produtos da marca Ateliê Diet são tão bons que mesmo quem não tem a doença está sempre consumindo alguma das delícias feitas em sua casa.
O negócio começou a ser fermentado há cerca de dez anos. Em 1999, o marido de Lizane, Fábio, na época namorado, descobrira que tinha diabetes. A doença precipitou o casamento dos dois e também uma decisão: a microempresária faria em casa os doces que o comerciante Fábio não podia nem sonhar em comer. "Ele cansou de comer creminhos diet em festas ou em nossas saídas a restaurantes", recorda a quituteira, que já tinha feito curso de culinária tradicional.
Para desenvolver as variedades, Lizane buscou consultoria de uma nutricionista. "Meu marido foi a cobaia. Tinha um enorme prazer ao ver a alegria e satisfação que ele tinha ao poder consumir os produtos", assinala a dona do Ateliê Diet. Os colegas de trabalho - ela era prestadora de serviço da Caixa Econômica Federal - também.
O sucesso de trufas, bolos, tortas e musses foi instantâneo. "Familiares e amigos me incentivaram a abrir um negócio, largar o banco e me dedicar aos doces", lembra. Em 2007, Lizane decidiu criar o Ateliê Diet, que contou com suporte do Sebrae-RS, ajustes da cozinha para se adequar a normas de saúde e registro da marca. Também teve de desenvolver formas de lidar com ingredientes ou encontrar matéria-prima para alcançar resultado de qualidade o mais próximo possível de um doce tradicional.
Conseguir colocação para seu cardápio de dezenas de variedades de guloseimas sem adição de açúcar não foi difícil. Hoje ela abastece nove confeitarias em Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre, além de atender a pedidos para festas e consumo caseiro. Também já foi sondada para enviar produtos a Santa Catarina. "O problema é a conservação, pois são todos feitos no dia", justifica.
O ritmo de produção do Ateliê, comandado exclusivamente por Lizane, é intenso. A rotina inclui jornada entre 8h e 1h no preparo de encomendas. São 50 a 60 tortas por dia, por exemplo. "Faço tudo com muito prazer. Cada doce é individual. Sei das limitações de quem vai consumir", ressalta.
A convivência com o diabetes do marido rendeu lições e a percepção de como é o comportamento da clientela. "As pessoas com a doença são muito desconfiadas. Estão sempre fazendo teste para verificar se não houve alteração na taxa de açúcar do sangue", explica a microempresária. A atenção aos consumidores é proporcional. Lizane está sempre pronta a ir para a cozinha para tornar realidade o desejo de última hora de um diabético por um doce.


Perfil do pequeno empreendedor
Por necessidade
28% dos empreendedores jovens (18 a 24 anos)
100% têm renda de um a três salários mínimos
60% têm nível de escolaridade de quatro anos
40% são de serviços orientados ao consumidor

Por oportunidade
29% dos empreendedores jovens (18 a 24 anos)
33% têm renda de um a três salários mínimos
40% têm nível de escolaridade de cinco a 11 anos
44% dos empreendimentos são serviços orientados ao consumidor


Desafio é elevar o grau de empreendedorismo

Entidades e profissionais ligados ao fomento e suporte de empreendedores defendem que os negócios de oportunidade devem receber mais incentivos e recursos para profissionalização. Hoje o Brasil tem 14,6 milhões de pessoas desenvolvendo atividades com menos de três anos de vida, a etapa decisiva que indicará a sobrevivência de uma empresa. Outra medida sugerida: corrigir problemas de gestão em iniciativas surgidas da necessidade, o que reduziria o índice de mortalidade dos negócios.
O desafio, neste último caso, é agregar ao esforço de abrir uma empresa suporte técnico e de gestão que transforme o perfil em oportunidade, cuja marca registrada é o maior êxito e foco em produtos e serviços com mercado promissor. O pesquisador do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) e integrante da coordenação do projeto GEM no Brasil, Paulo Alberto Bastos Junior, traduz: "Melhorar a qualidade do empreendedorismo brasileiro é conseguir chegar ao empresário por necessidade e capacitá-lo".
Para isso, Bastos defende trabalho coordenado entre sindicatos, instituições financeiras e de apoio a pequenas e microempresas e até agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine). "Tem de levar informação, com ferramentas mais fortes." A pesquisa do GEM, que tem apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Federação das Indústrias do Paraná, mostra que em 2008 o País gerou dois novos empreendedores por oportunidade para cada um por necessidade. Até 2007, a proporção era inversa.
O levantamento mostrou ainda que a escolaridade, o nível de renda e o investimento são sempre mais elevados no primeiro caso. "Com isso, tem muito mais chance de dar certo", conclui Bastos Junior. "Uma das principais causas da mortalidade dos negócios é justamente a baixa qualificação profissional, pessoal e educacional." O superintendente do Sebrae-RS, Marcelo Lopes, projeta mais investimentos em capacitação para assegurar a pulverização de empreendedores no Estado e sua qualificação. Serão R$ 11 milhões a mais este ano para financiar cursos, consultorias e palestras.
Entre os planos, está a ampliação de 20 para 60 módulos em 2009 do Empretec, oficina que alcança ferramentas para iniciantes. Gilca Marchezan Bellaguarda, da E-saberes Consultoria e Treinamento, ressalta que as ações devem corrigir deficiências que se repetem em negócios. A consultora identifica falta de planejamento e foco superlativo em operação.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Website 3M Inovação

A 3M lançou na terça-feira, 07, o website 3M Inovação, com objetivo de apresentar cases, conceitos e materiais sobre criatividade, além da história da inovação no Brasil e no mundo.

“É com muita satisfação que observamos a concretização desse projeto. A ideia é registrar a leitura da 3M sobre marcos inovadores, design, proximidade ao consumidor, modelos de negócio, entre outros”, afirma Luiz Serafim, gerente de marketing corporativo da 3M do Brasil.

Além disso, dentro do espaço de Downloads, os internautas terão à disposição uma lista de documentos, tais como os 10 mandamentos da inovação, criado pela 3M, a cultura de inovação da empresa e arquivos sobre inovação sustentável.

O link também disponibiliza o teste “Sua empresa é inovadora?”.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O que é uma Start-up?

Para abrir este blog que visa a informação e colaboração de empresas Start-ups e empresas de base tecnológica, nada mais importante do que conceituar:
¨ Start-up é um modelo de empresa jovem, embrionária, recém-criada, ou ainda em fase de constituição, implementação e organização de suas operações (o que é mais comum). Podendo até mesmo sequer ter iniciado a comercialização de seus produtos e serviços. Pode também ser uma empresa totalmente solidificada no mercado que beneficiou de um crescimento rápido.
¨ Normalmente, as start-ups são empresas de pequena dimensão, mas que desenvolvem um interesse cada vez maior das indústrias tradicionais na criação e desenvolvimento de conceitos. Deste modo, as start-ups podem ser pequenos projetos empresariais, ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de idéias inovadoras, frequentemente de base tecnológica, mas também podem resultar da iniciativa de grandes grupos empresariais.
¨ O termo start-up possui uma herança de empreendedorismo e inovação bastante forte, relembra-nos empresas como o Google, Yahoo, Apple, Camiseteria, Amanaiê e outras, que beneficiaram de crescimentos explosivos e lideram segmentos de mercado em que atuam.

Start-up
é um termo forte, que transmite energia, decisão, iniciativa.